15 maio, 2006

Sintra

Que saudades tenho de Sintra! Aquele céu azul e interminável, recortado pela verdura da serra, o cheiro da terra e das plantas, a bruma quase permanente que dá ao lugar um ar de mistério e encanto! Os palácios e palacetes, o castelo, o convento, as capelinhas, a cada esquina uma surpresa e um assombro! E no meio de tudo isto a recordação do meu pai... o olhar brilhante e amoroso, o sorriso traquina, as mãos fortes e seguras, a figura imponente, a voz que se confunde com a brisa entre as folhas das árvores e com o borbulhar da água em pequenas cascatas entre os penedos, a voz que me contava lendas de mouras encantadas e de valorosos cavaleiros cristãos, que me incitava a procurar o rasto de fadas e duendes por entre a vegetação e que ensinava a apreciar a beleza imensa do que me rodeava! Que saudades tenho do meu pai!
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