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O Natal já se foi, sem cumprir as promessas de tradição, alegria, paz, harmonia, sossego, mesa requintada, decoração glamorosa e prendas de sonho a que, em tempos, eu fui habituada!
Foi apenas mais um dia, passado em família, cheio de confusão, gritaria, cotoveladas à mesa, papéis de embrulho rasgados... Que saudades dos Natais na casa dos meus pais! Do cheirinho a arroz doce, rabanadas, farófias, azevias, coscurões e outros doces, que eram confeccionados noite dentro; do brilho dos cristais e das porcelanas, da toalha e guardanapos de linho bordados; do brilho das velas, do pinheiro altíssimo e ricamente decorado, do presépio gigantesco feito pelas crianças; do cheiro a musgo e resina de pinheiro; da chegada dos familiares, todos envergando roupas novas, faces coradas e um brilho no olhar; a caminhada até à igreja para a Missa do Galo, pela noite fria, para celebrar o nascimento do Menino; da alegria das crianças quando, de manhã, descobriam os presentes deixados pelo Pai Natal!
Vem agora o fim do ano, sem grande alarde, sem grandes festas... apenas mais um dia, apenas mais uma noite!