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02 janeiro, 2016

Inspira... Expira...


Segundo dia do ano... respirar fundo, ter calma, ter fé... 
Aos meus ouvidos ecoam as palavras que os meus pais sempre me diziam quando eu estava aflita com algo: "Calma que tudo se resolve!"
Devagarinho, passo a passo, vamos conseguir!




01 dezembro, 2015

1 de Dezembro...

Aprende-se na escola, mas os nossos políticos, tão patriotas, devem andar muito esquecidos da matéria!


Dia da Restauração da Independência
  • Como deves saber, o dia 1 de Dezembro é feriado em Portugal. Nesse dia comemora-se o Dia da Restauração da Independência.
  • Queres saber porquê?
    Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião.
  • Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa.
  • Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo com ele como novo rei.
    Mas atenção: estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão...
  • Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono.
  • Nesta altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola.
  • Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino". Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.

  • Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).
  • Sabias que havia também defensores do rei espanhol em Portugal? Mas o povo não gostava disso porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil.
  • Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder.
    No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira.
  • Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
  • O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português. 

18 outubro, 2015

Um adeus...

Há pessoas que apesar de uma breve passagem pela nossa vida nos marcam para todo o sempre e nos deixam sempre uma doce memória... E foi este o caso do meu querido Guilherme Duarte, que me acompanhou nos 3 anos em que trabalhei na EDP na Amadora, já lá vão uns 22 anos, justamente pela sua simpatia, carinho, bondade, sentido de justiça, capacidade de liderança e alegria de viver!
Reencontrei-o há relativamente pouco tempo através dos meandros do Facebook e, apesar de não o ter voltado a ver fisicamente, de vez em quando íamos matando as saudades em pequenas conversas e pelo que íamos vendo um do outro nos respectivos murais...
Hoje despeço-me com muita tristeza e aqui partilho alguns poemas de sua autoria "roubados" pela net.
Adeus meu querido Sr. Duarte, obrigado por tudo o que me ensinou, pela força e carinho que me deu!

QUE DEMOCRACIA É ESTA?



Sempre trabalhei na vida
E todo o pão que comi
Foi ganho honestamente
Com o suor do meu rosto.
Não gastei mais do que tinha.
Nunca fui um aldrabão.
Não sou nenhum vigarista,
Nem sequer oportunista
E também não sou ladrão.
Sou um português cumpridor
Dos deveres de um cidadão
Honesto e trabalhador
Que está a ser espoliado
Do fruto do seu trabalho
Por gente sem coração,
Por políticos de má raça
Profissionais da trapaça
E de promessas mentirosas.
Como eu, todo um povo
A quem está a ser negado
O direito que tem ao trabalho,
A um tecto, ao agasalho,
À saúde e educação
E que está a ficar revoltado,
Quando vê que até o pão
Lhe está já a ser negado.

Há razão para perguntar,
Que democracia é esta
Que acolhe no seu regaço
Gente reles, que não presta
Que faz da política uma festa
Em que canta, ri e dança
Enche a carteira e a pança
Enquanto o povo faz de palhaço
E ainda tem que pagar?

Guilherme Duarte


PALAVRAS APENAS


Enquanto no mundo houver,
Uma criança que seja
Que não tenha que comer,
Deve ser nossa missão
Lutar e tudo fazer
Para evitar bocas sem pão.

Não podemos tolerar
Que haja ainda crianças
Sem um tecto que as abrigue,
Sem uma cama onde dormir,
Sem roupa para se cobrir
E sem direito a brincar.

Será que quem nos governa
Consegue mesmo dormir
Sabendo que entre o povo
Que prometeram servir
Há gente que passa fome,
Gente pobre, sem trabalho,
E sem dinheiro para se tratar?

Garante a Constituição,
A todos, direito ao pão,
À saúde, ao agasalho,
À justiça e educação
Ao respeito e ao trabalho.

São lindas estas palavras
Que todos gostamos de ouvir,
Mas são palavras apenas
Que políticos mentirosos
Não fazem tenção de cumprir.


Guilherme Duarte



Estas folhas espalhadas
Pelo chão do meu jardim
São os meus sonhos falhados,
As perspectivas goradas,
As metas nunca alcançadas
E todos aqueles sonhos
Que em tempos acalentei
Mas nunca realizei,
E que terminaram assim.


Daquela árvore frondosa
Que deu sombra à minha esperança,
As folhas foram caindo
Uma a uma sem parar.
E em cada folha que cai
Há um sonho que se vai,
E uma paixão que se extingue.
Em cada folha que amarelece
Há uma vida que enfraquece
E uma força que se esvai.
E quando essa folha cai
É uma página que se rasga
Do livro da minha história,
E no fim fica a memória,
E tem um nome: saudade.


Aquela árvore frondosa
Que já foi verde e viçosa,
Hoje de folhas despida,
Já não dá sombra a ninguém.
Está agora feia e nua
E está caduca, também,
A árvore da minha vida.



Guilherme Duarte



NATAL


Na árvore há brilho, há luz e magia,
No presépio há uma mensagem de amor,
Nos corações há ternura e calor,
À mesa, a tristeza de uma cadeira vazia.


Tenho saudade dos Natais de outrora
Quando o Rei do Natal era o Menino Jesus,
O Menino que nasceu numa gruta fria e sem luz
E descansa sereno nos braços de Nossa Senhora.


Em que é o homem transformou o Natal?
Substituiu o Menino por um velho irreal,
E virou as costas à gruta em Belém


Ignorou o presépio e a Família Sagrada
A alma invadida por um monte de nada
E o Menino ficou só, nos braços da Mãe.



Guilherme Duarte


23 setembro, 2015

Abraços...






É tão bom terminar o dia com um abraço apertado das minhas filhas, sentir e transmitir naquele aperto todo o amor!
E é assim que sei que esta será uma boa noite, adormeço de coração cheio de alegria!

12 novembro, 2013

Estou a entrar em modo Natal...








Ou seja, está na altura de começar a dar a volta à casa, arrumar, limpar, ver o que há de decorações, planear o que se vai fazer... confesso, sou uma nataólica irrecuperável!!!